Simaba-da-Guiana-sem-cauda (Simaba guianensis var. ecaudata)

Simaba guianensis var. ecaudata: flora das dunas e restingas

Presente em ecossistemas costeiros e florestas tropicais, a Simaba guianensis var. ecaudata exibe uma plasticidade morfológica notável frente a diferentes condições ambientais. Esta variedade vegeta desde áreas de dunas arenosas sob forte vento marítimo até o interior de matas úmidas. Sua capacidade de adaptação a solos arenosos e salinos a torna um elemento chave na fixação de substratos litorâneos.

Taxonomia

  • ∟ царство Plantae
  • ∟ divisão Tracheophytes (Plantas vasculares)
  • ∟ subdivisão Spermatophytes (Plantas com sementes)
  • ∟ Angiosperms
  • ∟ mesangiosperms (Mesangiospermas)
  • ∟ eudicots (Eudicotiledôneas)
  • ∟ Superrosids
  • ∟ rosids
  • ∟ malvids
  • ∟ ordem Sapindales
  • ∟ família Simaroubaceae (Simaroubáceas)
  • ∟ gênero Simaba
  • ∟ espécie Simaba guianensis (Simaba-da-guiana)
  • ∟ variedade Simaba guianensis var. ecaudata (Simaba-da-Guiana-sem-cauda)

Morfologia

Esta planta demonstra variações drásticas em sua estrutura física dependendo do gradiente ecológico em que se estabelece. Suas principais características morfológicas documentadas são:

  • Porte: Pode crescer como um arbusto de 2,0 metros de altura em dunas costeiras secundárias ou como uma grande árvore de até 26 metros de altura em florestas preservadas.
  • Tronco: Em espécimes arbóreos, apresenta fuste único com circunferência à altura do peito (CAP) de até 126 centímetros.
  • Flores e Frutos: Suas flores possuem pétalas de coloração creme, produzindo frutos do tipo drupa que servem de alimento para a fauna local.

Período de floração

Observada em floração durante o mês de novembro.

Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nome
Dez

Aplicações

Esta variedade possui grande relevância na conservação ambiental de dunas secundárias e áreas de restinga costeira. A sua inserção em programas de reflorestamento ajuda a recompor a cobertura vegetal original e protege o solo contra a lixiviação. Adicionalmente, atua como fornecedora de abrigo e alimento para pequenos vertebrados litorâneos.

Fatos interessantes

A transição morfológica de um pequeno arbusto de praia para uma árvore monumental de 26 metros exemplifica a impressionante adaptação ao meio costeiro. Suas populações nas dunas secundárias da praia do Caolho, no Maranhão, enfrentam solos com altíssima taxa de drenagem e escassez de água doce. Os frutos imaturos possuem uma textura rígida que os protege da predação precoce antes de estarem prontos para a dispersão.

Geografia de distribuição

  • Brasil
  • Guiana
  • Suriname
  • Guiana Francesa

Fontes

  • GBIF: Global Biodiversity Information Facility (gbif.org)
  • POWO: Plants of the World Online (powo.science.kew.org)
  • Flora e Funga do Brasil: Jardim Botânico do Rio de Janeiro (floradobrasil.jbrj.gov.br)

Informação técnica

Bancos de dados externos: GBIF, POWO, Tropicos

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